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domingo, 28 de fevereiro de 2010

Morre aos 95 o bibliófilo José Mindlin

Morreu na manhã deste domingo, em São Paulo, o bibliófilo José Mindlin. Ele tinha 95 anos e estava internado há cerca de um mês no hospital Albert Einstein.

O corpo do bibliógrafo está sendo velado no hospital e o enterro está marcado para as 15h no Cemitério Israelita.

Em 2006, Mindlin entrou para a Academia Brasileira de Letras, onde ocupou a cadeira número 29, antes pertencente ao historiador e escritor Josué Montello.

Advogado, jornalista e empresário, Mindlin foi dono de uma das mais importantes bibliotecas privadas do país, que começou a formar aos 13 anos e, no ano passado, doou cerca de 45 mil volumes, entre coleções e folhetos, para a Brasiliana USP, no campus da universidade, em São Paulo.


Fonte: Folha de S. Paulo

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Oficinas na Biblioteca de São Paulo

A Biblioteca de Sâo Paulo esta com inscrições abertas para diversas oficinas. Consulte: http://bibliotecadesaopaulo.blogspot.com/

A inscrição deve ser feita na recepção da biblioteca.

Biblioteca de São Paulo
Av. Cruzeiro do Sul, 2630
Tel. 2089 0800
(ao lado da estação Carandiru de metrô)

Brasileiro lê menos que há dois anos

Pesquisa realizada pela Fecomércio-RJ revela que aumentou a parcela de pessoas desinteressadas em atividades culturais

HÁBITO CONDENADO - Maioria das pessoas (60%) respondeu não ter o costume de ler, enquanto 22% confessam não gostar: assistir à TV é o passatempo preferido dos brasileiros

O brasileiro hoje lê menos livros, visita menos exposições de arte e assiste a menos espetáculos de dança que em 2007. A queda foi detectada em uma pesquisa realizada pela Fecomércio do Rio de Janeiro, cujo objetivo é o de mensurar os hábitos de lazer relacionados à cultura. Em compensação, as pessoas aumentaram sua ida ao cinema e mantiveram o mesmo índice de visita ao teatro e aos shows de música.
O levantamento teve alcance nacional e foi realizado em mil domicílios situados em 70cidades, incluindo 9 regiões metropolitanas. As apurações, realizadas em dezembro tanto no ano passado como em 2007, buscavam entender a visão da população sobre atividades culturais de lazer e os motivos que a levam a procurar por essas atividades. Também interessou descobrir a avaliação dos consumidores sobre sua participação no ambiente cultural.

As conclusões não foram animadoras. Para a questão a respeito do hábito cultural, como ler um livro, assistir a um filme no cinema, visitar exposições, ir ao teatro e a espetáculos de dança, 60% das pessoas responderam não ter praticado nenhuma daquelas atividades (em 2007, a cifra era de 55%). Motivo: falta de hábito ou gosto.

Já entre aqueles que desfrutaram ao menos um dos hábitos, a maioria (ou seja, 23%) disse ter lido um livro. A leitura, porém, parece estar cada vez mais em desuso pois, dois anos antes, a mesma atividade era confirmada por 31% das pessoas consultadas. A partir dessas cifras, a pesquisa buscou dissecar os motivos daquela queda: 60% das pessoas responderam não ter o hábito da leitura, enquanto 22% foi direta, afirmando não gostar de ler. A restrição econômica não aparece como determinante, uma vez que apenas 6% confessaram não ter como pagar pelos livros.

O teatro enfrenta situação semelhante, pois 38% das pessoas disseram não ter o hábito de frequentar as salas de espetáculo, enquanto 27% garantiram não gostar de assistir a uma peça teatral.

Quais seriam, então, os hábitos culturais dessas pessoas? As respostas não foram surpreendentes - 68% dos entrevistados declararam-se espectadores da TV, enquanto 14% preferem ir à Igreja ou a algum culto religioso. Encontrar amigos e parentes em um churrasco ou em um almoço é o hábito de 12%. Ir a barzinhos foi a resposta de 9%, enquanto futebol é a preferência de 8% dos entrevistados. Finalmente, ir a restaurantes foi a resposta dada por 4%.

Se pudessem escolher entre as atividades apresentadas, a maioria das pessoas (22%) preferiria ir ao cinema, acompanhada de perto por aqueles que ambicionam ir a um show musical (21%). Curiosamente, 17% dos consultados revelaram desinteresse por todas as opções. Depois de analisar os dados, Orlando Diniz, presidente do Sistema Fecomércio-RJ, respondeu às seguintes questões.

Para resolver o problema do baixo índice de leitura no País seria preciso uma política pública ampla, que ataque várias questões relacionadas ao tema? Ou seja, mais incentivos do governo na educação e na construção de mais bibliotecas?

A opção "ler um livro" aparece no topo do ranking de preferências dentre a minoria que usufruiu pelo menos uma das atividades culturais listadas na pesquisa. A preferência pelo livro encontra justificativa pelo fato de ele estar mais ao alcance da população e ter o benefício de permitir uma ampla circulação de um mesmo produto. Pelo levantamento da Fecomércio-RJ, se compararmos a parcela de brasileiros que leem com os que vão ao teatro, ao cinema, a um espetáculo de dança, uma exposição ou a um show é possível observar que, apesar de baixo, o brasileiro opta pela leitura dentre todas atividades de lazer cultural citadas na pesquisa. A pesquisa nos inclina a pensar que as ações devem ser desenvolvidas no sentido de criar o hábito e desenvolver o gosto das próximas gerações por atividades culturais. Segundo o IBGE, 89,1% dos municípios brasileiros possuem bibliotecas públicas. A meta é repensar o papel da cultura numa sociedade moderna que não considera lazer cultural como uma forma de entretenimento.

Sobre o preço, a reclamação do leitor reflete a tese de que o livro não ocupa um papel fundamental na nossa cultura e economia?

O levantamento mostra que há uma inércia em relação à cultura que não passa necessariamente pela questão do preço, mas pela falta de hábito. Tanto que o porcentual de brasileiros que não leem porque é caro (2%) aparece como o quinto motivo, bem depois de "não tenho o hábito" e "porque não gosto". Isso nos leva a crer que a questão é intergeracional - em geral, os pais não têm o hábito de frequentar "ambientes culturais", como museus, cinema ou teatro, e, por isso, não estimulam os filhos.

Se um trabalho coerente e de eficácia garantida fosse iniciado hoje, é possível prever quando o índice atingiria números aceitáveis?

Não é possível fazer uma previsão desse tipo porque a eficácia vai depender da recepção do público que, como já vimos, passar por uma questão intergeracional. É preciso uma ruptura com os paradigmas, um esforço nacional de longo prazo para interromper a inércia da falta de incentivo aos hábitos de cultura, nesse caso de leitura. Afinal, para gostar, é preciso conhecer, e a valorização de hábitos culturais tem de começar cedo.


Em Números

LEU ALGUM LIVRO
23% (2009) contra 31% (2007)

ASSISTIU A ALGUMA PEÇA OU ESPETÁCULO DE TEATRO
6% (2009) ante 6% (2007)

VISITOU ALGUM TIPO DE EXPOSIÇÃO DE ARTE
4% (2009) contra 8% (2007)

FOI AO CINEMA
18% (2009) contra 17% (2007)

FOI A ALGUM TIPO DE SHOW DE MÚSICA
20% (2009) ante 20% (2007)

ASSISTIU A ALGUM ESPETÁCULO DE DANÇA
4% (2009) contra 7% (2007)


Fonte: http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100222/not_imp514234,0.php
Acesso em: 22 fev. 2010

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Exercícios reduzem risco de depressão em câncer

Mulheres com câncer de mama que se exercitam regularmente têm menos risco de sofrer de depressão. Esse é a conclusão de um estudo realizado na Universidade Vanderbilt, nos Estados Unidos. Os autores entrevistaram 1.399 mulheres seis meses após o diagnóstico e novamente depois de 18 meses.

Os pesquisadores constatarm que mulheres que se exercitavam durante pelo menos duas horas por semana tinham 42% menos risco de sofrer da doença. O benefício observado foi relacionado a todos os tipos de atividade física.

Outra conclusão do estudo é que o consumo regular de chá, especialmente o chá verde, também teve uma associação com menor risco de depressão. O artigo foi publicado no “Journal of Clinical Oncology”.

Fonte: Caderno Equilíbrio, Folha de S. Paulo (04/02/2010)

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Morre o escritor J.D. Salinger


Morre o escritor J.D. Salinger aos 91 anos
da Folha Online

O escritor J.D. Salinger morreu aos 91 anos, "de causas naturais", em sua casa em New Hampshire, nos EUA.
Recluso havia muitos anos, o escritor não dava entrevistas desde 1980 nem se deixava fotografar.
O seu livro mais conhecido, "O Apanhador no Campo de Centeio", foi lançado em 1951, quando ele tinha 32 anos.

Veja matéria completa em: http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u686020.shtml

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Doação de sangue

O jornal a Folha de S. Paulo divulgou hoje uma nota informando que o Hemocentro da Santa Casa de São Paulo precisa de sangue O negativo.

Para agendar a sua doação, acesse: HTTP://www.santacasasp.org.br/doesangue/index.asp